
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade da mãe que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas, a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você poderia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você poderia ir ver o mar e ele ver a lua, mas sabiam-se onde.
Você poderia ficar o dia sem vê-la, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se
amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor ao outro,
sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.